Lançamento mundial: “A ERA DA ESTUPIDEZ” dia 22 de setembro.

21/09/2009

Filme que questiona a passividade humana diante da ameaça do aquecimento global será exibido em sessões únicas em mais de 40 países.

Amanhã, dia 22 de setembro, mais de 40 países participarão da première mundial de “A era da estupidez” (The Age of Stupid), filme que chama a atenção para a necessidade de governantes e cidadãos de todo o mundo agirem contra o aquecimento global. Distribuído no Brasil pela MovieMobz, o filme será exibido em sessão única nos cinemas de onze cidades. O lançamento conta com o apoio das ONGs GreenpeaceInstituto e em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Salvador, Fortaleza, Juiz de Fora, Curitiba e Santos. Em Porto Alegre, o apoio será da ONG Amigos da Terra.

O filme “A era da estupidez” ocorre em 2055 e tem no papel principal o ator inglês Pete Postlethwhaite, que interpreta um homem solitário que vive num mundo devastado pelo aquecimento global e que consome seu tempo catalogando o passado. O filme mostra Postlethwhaite examinando imagens de 2007 e se perguntando por que a humanidade não tomou providências contra a crise climática quando ainda havia tempo.

A exibição do longa-metragem está vinculada a uma grande campanha ambiental, apoiada por celebridades e organizações não-governamentais de todas as partes. O objetivo é influenciar os principais líderes políticos mundiais a assinarem, em dezembro deste ano, na 15ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP 15), em Copenhagen, o tratado que obriga cada nação a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, de forma que o aumento de temperatura do planeta não ultrapasse os 2º C.

O palco principal do lançamento de “A era da estupidez” será em uma tenda especialmente montada para a exibição do filme, inteiramente abastecida por energia solar, em Manhattan, Nova York. A cerimônia será apresentada pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, entre outros. Os convidados serão recebidos com tapete verde e chegarão à festa através de transportes alternativos, como barcos, bicicletas, skates, veículos movidos a biodiesel de óleo de fritura e riquexós (táxis ecológicos de tração humana). Toda a energia utilizada no evento resultará em apenas 1% do carbono normalmente emitido em uma pré-estreia tradicional.

Com um orçamento de £ 450 mil, “A era da estupidez” é uma produção independente financiada através da venda de cotas de participação para 223 indivíduos e grupos que se preocupam com a mudança climática.

A ERA DA ESTUPIDEZ (The Age of Stupid)

Reino Unido, 2009, 100 min
De Franny Armstrong
Com Pete Postlethwaite
Distribuição: MovieMobz

Veja as salas onde passarão a sessão única do filme: http://www.moviemobz.com/aeradaestupidez

Era da Estupidez

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Encerramento Sustentável 2009

14/08/2009

O evento acabou, e não tivemos tempo de colocar o que aconteceu no fim do evento. Sinal fraco de internet, e a queda do Twitter atrapalharam muito o último dia, fazendo com que a Cobertura do evento fosse prejudicada. Porém deu para aproveitar muito as palestras, absorver muita informação e se divertir no show da Verônica Ferriani que antecedeu o show do Simoninha!

Veja alguns segundos do show de Verônica Ferriani, que animou muito os participantes:

Assim acabou o Sustentável 2009! Espero outros eventos para fazer a cobertura, pois valeu muito a pena! Obrigada a Leticia Porto, minha super-coordenadora, e a todos do Sustentável 2009, Teia MG, Peabirus, CEBDS!!

Inventores Ecológicos: Não precisa ter idade, basta criatividade

13/08/2009

Após a palestra de Stef van Dongen, do grupo Enviu (grupo de jovens inovadores que possuem ideias baseadas na sustentabilidade) no Sustentável 2009, fiquei pensando na necessidade de um grupo assim no Brasil. Claro que não é fácil querer, mas resolvi buscar pessoas que idealizaram produtos inovadores, ecologicamente corretos. Muitos não tiveram tanto êxito, pela falta de apoio, por não saber divulgar seu produto, ou inúmeros motivos. Porém alguns inventores conseguiram sair dos pensamentos e produzir seus objetos ecológicos.

Hoje mostrarei o caso de Felício Sadalla, engenheiro industrial obcecado pela ideia de criação de ciclovias nas cidades. Até este ponto não temos grandes novidades, o número de ciclistas na cidade de São Paulo tem crescido, sendo utilizado como forma driblar o trânsito e o caos do dia-a-dia. Mas Felício Sadalla não é um jovem de 25 anos, hoje com seus 81 anos teve seu invento, transformado em realidade.

Felício sempre percorreu os 13 quilômetros de sua casa até o trabalho com uma bicicleta elétrica, desenvolvida por ele mesmo em sua garagem, mas percebia que a cidade ia crescendo, se modernizando, e os avanços não vinham em forma de melhorias, pensadas a um largo prazo, mas sim em mais carros, metrô, estradas.

Mas sua ideia não ficou na memória. A seguradora Porto Seguro ficou sabendo da bicicleta elétrica desenvolvida por Felício e resolveu adaptá-la, com a ajuda do criador. O produto já está sendo produzido no Brasil para oferecer auxílio aos segurados da Porto Seguro.

FelícioFelício e seu invento: bicicleta elétrica


Casos como de Felício são exemplos que devem ser mostrados para todos, e utilizado por todos. Esperamos que em breve as bicicleta também possam ser vendidas ao público em geral!

Fonte: http://catracalivre.folha.uol.com.br/

Flores carregam celular com energia solar

12/08/2009

Os dispositivos estão disponíveis na cidade de Boston, mas em breve também poderão ser usados em Nova York, Chicago, Seattle, São Francisco e Los Angeles

A Lei de Murphy tecnológica é sempre implacável: bastou precisar do celular para perceber que a bateria está quase chegando ao fim. Para quem mora em Boston, nos Estados Unidos, esse problema deixou de existir com a chegada de carregadores gigantes em formato de flor.

flores boston
Medindo 5,5 metros de altura, esses “carregadores” de celular são abastecidos por energia solar. As flores high tech também podem ser usadas para carregar outros aparelhos, como tocadores de MP3 e até baterias de laptop. Melhor: quem quiser pode usar esses dispositivos para se conectar à internet.

As pétalas das flores são equipadas com células fotovoltaicas, que absorvem os raios do sol e transmitem a energia em forma de corrente de 110 volts para sua base, que comporta até dez pessoas das 8h às 21hs, todos os dias.

As flores high tech fazem parte da estratégia de marketing do carro Prius, da Toyota, que será lançado em 2010. Além de Boston, Nova York, Chicago, Seattle, São Francisco e Los Angeles também vão receber as flores solares.

Fonte: Época Negócios Online

Celulares ecologicamente corretos: Vamos trocar ou esperar?

12/08/2009

Há alguns dias atrás, saiu na revista Globo Rural uma reportagem sobre um celular feito de derivados do milho. Isso mesmo, a empresa sul-coreana Samsung estava lançando um smartphone no qual 80% de seu material, era reciclável e a maior parte era feita de bioplástico, que é produzido a partir do milho.

O novo aparelho, Reclaim M560 é um celular de alta tecnologia, com internet 3G, GPS e acesso a redes sociais como Facebook e Twitter. O produto também não possui um manual impresso, e a embalagem do produto é impressa em papel reciclável e com tinta à base de soja.Celular Milhocelular Reclaim M560 da Samsung.

Este celular saiu em diversas mídias durante esta semana, por ter sido considerado um aparelho ecologicamente correto.

Porém o investimento da Samsung em aparelhos tecnológicos não foi iniciado apenas este ano. No ano de 2008 foi lançado o celular E200 Eco, um celular que possuía  revestimento de plástico biodegradável feito com milho, ou seja, a mesma idéia. Mas o que aconteceu com o E200 Eco?

Na época do lançamento ocorreu o mesmo, muita mídia mas pouco resultado efetivo. Além destes dois produtos a Samsung está lançando no Brasil o primeiro celular com energia solar, no qual uma placa formada por células solares é capaz de armazenar energia. Porém “é mais para situações em que a bateria está acabando”, explica Silvio Stagni.

Placa energia solarcelular com placa solar

Muitos estão criando os aparelhos, mas surge outra questão: E os aparelhos antigos? Esta é uma discussão de muitos anos, pois trocamos de aparelhos, e os antigos acabam ficando em nossas casas, guardados na gaveta. Uma sociedade de consumo, em que cada vez possuímos mais produtos, sem reutilizá-los ou reciclá-los.

Para quem enfrenta este produto, há um programa criado pela operadora Vivo chamado Vivo Recicle seu Celular.

Fonte: http://revistagloborural.globo.com
http://www.estadao.com.br/
http://info.abril.com.br

Sacolas Plásticas: espécie em extinção?

12/08/2009

Quantos sacos plásticos recebemos durante nossas vidas? A  redução do uso de sacolas plásticas é um assunto que vem envolvendo cada vez mais pessoas, empresas e atitudes diferentes.

Após a plenária de Comunicação, Marketing e Mudança de Comportamento no 3o Congresso de Desenvolvimento Sustentável comecei a reparar ainda mais nas atitudes de supermercados, das pessoas, dos meios de comunicação.

Durante a plenária, Daniela do Wal Mart relatou sobre o desconto para aqueles que não utilizam as sacolas plásticas, ao final de sua compra. Esta prática está sendo adotada por outros estabelecimentos, e outros inclusive cobram a sacola plástica.

Porém a prática de cobrar pelas sacolas plásticas está se difundindo cada vez mais em países de primeiro mundo,  no qual muitas vezes o próprio carrinho de compras deve ser pago, o que gera uma necessidade, e hábito dos consumidores em levar seus carrinhos de casa. Deste modo o consumidor leva seu carrinho e não precisa de sacolas plásticas, pois seus produtos voltam a seu carrinho, como aqueles antigos de feira.

Muitos podem pensar como algo antiquado,  trabalhoso, mas já pararam para pensar em quantas sacolas são utilizadas diariamente? E ao mês? Ao ano? Ou até mesmo durante toda nossa vida? São sacolas de diversos tamanhos, com a única função de transportar os produtos até a nossa casa. E ali ficam as sacolas.

Outra mudança além deste carrinho, que vem sendo utilizado em diversos países, principalmente na Europa, no Brasil vemos alguns consumidores, que conscientes desta situação estão levando as sacolas de sua casa, para colocarem os produtos da nova compra. Nada mais sensato, afinal, o que faremos com os milhares de sacos plásticos que ficam em casa ao final de cada mês?

Ainda há outra situação que estive reparando pelos supermercados em São Paulo. A presença de caixas de papelão. Todo mundo, ou quase todo mundo, já parou para pensar em como os produtos são transportados aos supermercados. E porque não transportá-los até nossas casas da mesma maneira? As caixas de papelão, apesar de possuírem uma taxa de reciclagem de 36%  podem ser reutilizadas, e além de facilitarem o transporte, pois permitem colocarmos mais produtos, não necessita a utilização de sacolas plásticas.

Além das opções citadas acima, existe a iniciativa de diversas redes de supermercados na criação de sacolas recicláveis para serem utilizadas durante as compras.

Este assunto está sendo comentado em diversas esferas da sociedade, inclusive o Ministério do Meio Ambiente criou a campanha “Saco é um saco: Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você”.

sacoeumsaco

No mês de agosto a campanha Saco é um saco, diz que os supermercados devem dar um desconto para quem não usar as sacolas plásticas. Com a aquisição de itens e que não utilizarem sacos plásticos, o consumidor ganhará um desconto de R$ 0,03. Além disso, os clientes podem trocar 50 sacos plásticos por um quilo de arroz ou de feijão, uma iniciativa que deseja reciclar estes sacos plásticos.

Aproveite e veja o vídeo da campanha Saco é um saco:

E você? Vai mudar sua atitude? Sacos de plástico ou vai usar as caixas de papelão? Exija isso dos supermercados, assim você ajuda a todos.

Fonte: http://www.estadao.com.br/geral/not_ger412941,0.htmhttp://www.mundosustentavel.com.br

Poema Arco e Flecha- Marina Silva

07/08/2009

O diálogo terminou com Marina Silva declamando um poema de sua autoria que segue abaixo:

Arco e Flecha
(Autoria da Senadora Marina Silva)

Do arco que empurra a flecha,
Quero a força que a dispara.
Da flecha que penetra o alvo
Quero a mira que o acerta.

Do alvo mirado
Quero o que o faz desejado.
Do desejo que busca o alvo
Quero o amor por razão.

Sendo assim não terei arma,
Só assim não farei a guerra.
E assim fará sentido
Meu passar por esta terra.

Sou o arco, sou a flecha,
Sou todo em metades,
Sou as partes que se mesclam
Nos propósitos e nas vontades.

Sou o arco por primeiro,
Sou a flecha por segundo,
Sou a flecha por primeiro,
Sou o arco por segundo.

Buscai o melhor de mim
E terás o melhor de mim.
Darei o melhor de mim
Onde precisar o mundo.

Alguém sabe onde vamos parar neste ritmo? Colapso ou Oportunidade de Mudança?

07/08/2009

Depois do almoço o Tucarena ficou repleto, o motivo? A presença da senadora Marina Silva em um diálogo sobre um mundo em colapso ou oportunidade de mudança.

Alem de Marina Silva estavam presentes: Marcos Bicudo, presidente da Philips Brasil e Chairman CEBDS, e o professor Ladislau Dowbor, da PUC-SP.

Ladislau Dowbor e Marcos Bicudo apresentaram diversos sintomas de desequilíbrio na sociedade, em questões ambientais, naturais, sociais, econômicas. Estes sintomas interferem diretamente na essência de uma estratégia sustentável, que é a busca pelo equilíbrio.

Muitos dizem que ainda temos um certo tempo para atuarmos, mas o professor pergunta a todos se teremos 10 anos pela frente. Vivendo neste mesmo ritmo? Estudos já comprovaram que se duplicarmos o padrão de consumo da economia americana, o planeta entra em em colapso.

E neste ponto entra uma grande questão: Seria a  sustentabilidade uma oportunidade ou ameaça? Muitos têm claro a resposta, que seria uma oportunidade. Mas oportunidade desde que percebam a importância, e por isso todas as áreas devem pensar nisso. Todos os setores da sociedade têm a obrigação de fazer alguma coisa, em um mundo tão louco, volátil no qual vivemos.

E Marina, por isso, apresentou a situação de crise que vivemos. Como estamos em uma crise econômica, todos falam a respeito, porém são poucos que realmente estão conscientes da crise ambiental que está ocorrendo há tempos no planeta. Pensando em um médio ou longo prazo, a crise ambiental influenciará a economia, mais do que atualmente.

O que acaba acontecendo é que quando o problema é de todos, não é problema de ninguém, porém é importante relembrar que o amor pela humanidade é a maior prova de amor por uma pessoa, pois todos vivemos no planeta.

Revolução no trabalho, estamos todos caminhando neste sentido?

07/08/2009

A segunda plenária do dia, que teve a ilustre presença de Bob Willard através de uma videoconferência, Fabian Echegaray (Market Analysis), Paulo Sergio Moçouçah (OIT Brasil), Luiz Eduardo Rubião (Chemtech) com a moderadora Roberta Cardoso da FGV falando sobre a Revolução no trabalho: empregos verdes e gestão de pessoas.

Seguramente a palestra de Bob Willard foi um espetáculo a parte. Autor de The Sustainability Advantage e The Next Sustainability Wave apresentou as mudanças dentro da esfera da empresa, com a iniciativa de ações sustentáveis. Tentando ser muito realista, a palestra foi repleta de dados, e o pilar para os demais dados foi que a maioria das empresas tem ao menos 66% de melhoria no lucro com sustentabilidade, ao longo de 5 anos. Porém, inúmeras empresas se focam na Ecoeficiência, mas é importante ressaltar que há áreas como a esfera social e econômica que não podem ser deixadas para trás.

Outro ponto refere-se a questão do recrutamento de recursos humanos. Uma companhia pode reduzir os custos, uma vez que as pessoas buscam companhias com boas reputações em relação a responsabilidade social e ambiental, querem trabalhar em empresas que possuam valores, e que permitam a seus funcionários se orgulharem.

Uma das conseqüências destas busca por empresas responsáveis, surge a necessidade e a exigência de criar áreas de voluntariado dentro das empresas, e são idéias que partem do público interno. Um estudo realizado demonstra que empresas que realizam trabalhos voluntários com seus funcionários, os funcionários tendem a ficar 3 vezes mais na empresa. Este fato de engajamento gera resultado tanto interno, quanto ao público que percebe a empresa.

Ou seja, como há muito tempo tem se falado, cada vez mais o público interno se torna parte da empresa, e exige da empresa, não são apenas os consumidores, é uma sinergia de

todos os stakeholders.

Neste ponto podemos relacionar com a palestra de  Fabian Echegaray, que retoma a necessidade da educação, mas com a empresa como agente pedagógico do individuo. E cada vez mais é incrível a situação do nosso país. No Brasil 9 em cada 10 funcionários dão apoio à proposta da empresa como canal pedagógico. No mundo esta taxa é de 80%. O Brasil está entre os países mais receptivos à idéia. Alem disso, funcionários recebem as informações sobre a área de responsabilidade social, e 68% acreditam que o que foi feito até agora não é o suficiente.

Estamos começando a caminhar em um sentido onde todas empresas buscam criar este âmbito de responsabilidade, engajamento de seus funcionários. Agora resta saber até quando isso será feito de forma consciente, ou será para seguir os demais?

ferramenta

Um chapéu branco e milhares de marmitas, seja bem vindo aos Dabbawalas.

07/08/2009

Este tema merece um post único, primeiramente pois o palestrante era uma pessoa única. Manish Tripathi da fundação Dabbawala entrou no palco vestido como um Dabbawala.

Seguramente a maioria não sabe quem são os Dabbawala, assim como 90% da platéia também não sabia, e pode ser que até agora não tenham compreendido, devido ao inglês de Manish, que deixou os tradutores um pouco confusos. Sem ouvir tradução, a palestra seguiu tranqüila. Primeiramente vamos compreender o que é Dabbawala, Dabbawala, palavra em hindi que significa: “aquele que carrega a caixa”. Até este ponto não temos avanço, mas quando pensamos que em um país como a Índia, isso pode indicar muita coisa.

Dabbawalas levando comidaDabbawalas levando comida

Primeiramente o Dabbawala foi criado por volta de 1890, para suprir uma necessidade de muitos homens do país. O homem que trabalha fora de casa acaba tendo que comer fora todos os dias, e isso pode lhe fazer mal a saúde, além do custo. Pensando nisso foi criada uma solução: retirar a comida, feita pela mulher ou mãe do homem, e levá-la até o seu escritório. Após o almoço o recipiente que continha o alimento era devolvido a casa do homem. Este serviço adquiriu proporções grandiosas, e com um grau de complexidade imenso, tendo como base que 85% dos Dabbawalas são analfabetos. Com um custo de apenas 7 dólares ao mês, o homem recebe a comida diretamente de sua casa.

O negócio, que tem como slogan: “Levar comida a alguém é o mesmo que servir a Deus”começou a atrair a atenção de pessoas do mundo inteiro, interessados em compreender como tudo aquilo era realizado. Atualmente contam com o certificado ISO 2000, e os Dabbawalas se sentem totalmente sustentáveis. Não gastam nenhum tipo de combustível para realizar as entregas, pois são feitas a pé, de bicicletas, carrinhos de mão ou de trem. Além disso os mais de 5 mil homens que realizam esse trabalho não erram suas entregas, e garantem a satisfação dos seus 200 mil clientes. De acordo com pesquisa realizada pela revista inglesa The Economist, ocorre 1 falha a cada 16 milhões de entrega.

Um caso incrível que está há algum tempo gerando inspiração para novos negócios, e sendo estudado inclusive por Harvard.

Para quem quiser saber mais sobre os Dabbawalas há um site da fundação: www.mydabbawala.org